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A qualidade do ar que respiramos tem um impacto direto na nossa saúde. O crescente aumento da poluição atmosférica e as mudanças climáticas têm impactado a rotina de quem convive com doenças respiratórias. Isso porque a baixa qualidade do ar afeta os pulmões e as vias aéreas, aumentando a incidência e a gravidade de condições respiratórias.
Compreender a relação entre o ambiente e a nossa saúde respiratória é essencial para adotar medidas preventivas eficazes. Neste artigo, vamos explorar como a poluição e o clima afetam o seu sistema respiratório e o que pode ser feito para mitigar esses riscos.
As doenças respiratórias afetam diretamente as vias aéreas e os pulmões, prejudicando a capacidade respiratória. Elas podem variar de infecções leves a condições crônicas graves.
Podemos classificá-las em duas categorias:
Entre as doenças respiratórias mais comuns na população, destacam-se:
O aumento da poluição urbana, proveniente da queima de combustíveis fósseis e atividades industriais, assim como as queimadas e o tabagismo passivo, são fatores que sobrecarregam o sistema respiratório. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que 99% da população global respira ar que excede os limites recomendados.
No Brasil, durante os meses secos, quando há aumento das queimadas e baixa umidade do ar, observam-se picos de internações por problemas respiratórios, especialmente para asma e DPOC.
A poluição do ar é composta por uma mistura complexa de poluentes, mas alguns são particularmente perigosos para os pulmões.
As partículas finas (PM2.5), por exemplo, são tão pequenas que conseguem penetrar profundamente nas vias respiratórias e até mesmo na corrente sanguínea, causando inflamação sistêmica (resposta imunológica que afeta todo o corpo).
Além delas, gases como o ozônio (O3) no nível do solo e outros gases tóxicos (como dióxido de nitrogênio e dióxido de enxofre) atuam como irritantes potentes das mucosas respiratórias.
Quando inalados, estes poluentes podem causar:
Embora todos sejam afetados, alguns grupos são mais vulneráveis aos impactos da poluição:
A saúde dos idosos, em particular, exige atenção redobrada, pois a exposição à poluição pode agravar rapidamente quadros crônicos.
A exposição crônica à poluição do ar não causa apenas sintomas imediatos. Ela é um fator de risco significativo para o agravamento de doenças crônicas, como a DPOC, e está associada ao desenvolvimento de asma em crianças.
A longo prazo, isso se traduz em um aumento de internações hospitalares e visitas a prontos-socorros, sobrecarregando o sistema de saúde. O impacto econômico e na qualidade de vida é substancial, limitando atividades diárias e aumentando os custos com medicamentos.
As mudanças climáticas não são um problema isolado, elas potencializam os riscos respiratórios. Temperaturas extremas, sejam ondas de calor ou frio intenso, afetam diretamente a qualidade do ar e a saúde pulmonar.
O calor excessivo, por exemplo, pode aumentar a concentração de ozônio no nível do solo. Além disso, eventos climáticos extremos como secas prolongadas e o consequente aumento de queimadas liberam quantidades massivas de fumaça e partículas finas na atmosfera, afetando regiões inteiras.
A baixa umidade do ar, comum em períodos de seca, resseca as vias aéreas, tornando-as mais vulneráveis a infecções. Estudos também sugerem que as alterações nos padrões de temperatura e umidade podem favorecer o aumento da circulação de vírus respiratórios (como o da gripe) tanto em períodos de frio intenso quanto de calor atípico.
A poluição e as mudanças climáticas não afetam apenas os pulmões, o sistema cardiovascular também sofre com a inflamação sistêmica causada pelos poluentes.
Embora não possamos controlar o clima ou a poluição urbana sozinhos, podemos adotar medidas individuais para proteger nossa saúde respiratória:
Além disso, manter a vacinação em dia, especialmente contra a gripe e a COVID-19, é essencial para evitar complicações respiratórias graves.
O impacto da poluição e das mudanças climáticas na saúde respiratória é significativo, mas adotar medidas preventivas e monitorar a qualidade do ar pode reduzir os riscos. Manter um estilo de vida saudável e buscar acompanhamento médico contínuo são fundamentais.
Se você sofre de problemas respiratórios recorrentes ou busca uma avaliação completa da sua saúde pulmonar, consulte um especialista. A equipe de Pneumologia do UMC está preparada para fornecer um diagnóstico preciso e um cuidado completo.
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