Cirurgia de estrabismo: como funciona, tipos e pós-operatório

O estrabismo é uma condição que afeta a coordenação dos músculos oculares, fazendo com que os olhos não fiquem alinhados. Isso pode acontecer tanto em crianças quanto em adultos, e pode ser constante ou intermitente. O distúrbio pode afetar a visão binocular que é a capacidade de usar ambos os olhos de forma coordenada para perceber profundidade e distância. Essa condição pode impactar tanto a visão quanto a autoestima do paciente. A boa notícia é que, em muitos casos, a cirurgia de estrabismo é uma solução eficaz para corrigir o desalinhamento ocular. 

Neste artigo, vamos explicar o que é o estrabismo, como a cirurgia pode ajudar a corrigir o desalinhamento, o processo de recuperação e o que esperar no pós-operatório. Se você está lidando com essa condição ou conhece alguém que esteja, continue a leitura para entender como a cirurgia pode ajudar a melhorar a visão e a qualidade de vida.

O que é o estrabismo?

O estrabismo é um distúrbio ocular que afeta a coordenação dos músculos dos olhos, fazendo com que eles se posicionem em direções diferentes. Isso pode causar dificuldades na percepção de profundidade e afetar a visão binocular, que é a capacidade de ambos os olhos trabalharem juntos para enxergar em três dimensões. O estrabismo pode ser congênito (presente desde o nascimento) ou adquirido (desenvolver-se mais tarde, muitas vezes devido a fatores como lesões, doenças ou condições neurológicas).

Essa condição pode afetar tanto crianças quanto adultos e se manifestar de forma constante ou intermitente. Quando não tratada, pode impactar a qualidade de vida, causando problemas de visão e, em alguns casos, interferindo na autoestima, especialmente em crianças, devido à aparência dos olhos desalinhados. Felizmente, o estrabismo pode ser tratado com cirurgia ou terapia ortóptica, dependendo do tipo e gravidade do distúrbio.

Existem diferentes tipos de estrabismo, incluindo:

  • estrabismo convergente (esotropia): um ou ambos os olhos se desvia para dentro;
  • estrabismo divergente (exotropia): um ou ambos os olhos se desviam para fora;
  • estrabismo vertical (hipertropia): o desalinhamento ocorre para cima ou para baixo;
  • estrabismo alternante: o desvio pode ocorrer alternadamente entre um ou ambos os olhos, em qualquer uma das condições acima.

Quando a cirurgia para estrabismo é indicada?

A cirurgia é indicada quando o uso de óculos, tampões oculares ou exercícios oculares não são suficientes para corrigir o desalinhamento. Casos graves, que afetam a visão binocular e a autoestima do paciente, geralmente, requerem intervenção cirúrgica.

Como funciona a cirurgia para estrabismo?

Durante o procedimento, o médico realiza pequenos cortes nos músculos oculares para reposicioná-los e alinhar os olhos corretamente. 

A recuperação inicial ocorre em poucos dias, com retorno gradual às atividades normais. Nos primeiros dias, pode haver desconforto, inchaço ou visão turva.

Como é o pós-operatório da cirurgia para estrabismo?

Após o procedimento, é essencial seguir rigorosamente as orientações médicas para garantir uma recuperação adequada e prevenir complicações. O uso correto dos colírios prescritos ajuda a controlar a inflamação ocular e a reduzir o risco de infecções, sendo fundamental para o sucesso da cirurgia. Além disso, o repouso ocular é indicado nos primeiros dias após a intervenção, evitando esforços que exijam foco intenso ou exposição prolongada à luz.

É igualmente importante comparecer às consultas de reavaliação conforme agendado, pois o médico irá monitorar a cicatrização dos tecidos, a posição dos músculos oculares e a evolução da visão binocular. Eventuais ajustes na medicação ou mudanças na conduta podem ser feitos com base nesses acompanhamentos.

Em determinados casos, principalmente quando o estrabismo estiver associado a alterações sensoriais, que se referem a dificuldades no processamento da informação visual pelo cérebro (como problemas em perceber a profundidade e a integração da visão dos dois olhos) ou for mais resistente ao alinhamento, podem ser recomendadas sessões complementares de terapia visual. Esses exercícios são realizados com o acompanhamento de um profissional especializado e visam reeducar o cérebro e os olhos para que trabalhem em conjunto, melhorando o foco, a percepção de profundidade e o controle muscular. A adesão a essa etapa do tratamento pode ser determinante para a recuperação total da função ocular.

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