Distúrbios alimentares: causas, principais tipos e tratamento

De acordo com dados da Associação Brasileira de Psiquiatria, é estimado que mais de 70 milhões de pessoas em todo o mundo tenham distúrbios alimentares. Por esse motivo, é extremamente importante conhecer as causas e consequências dessas condições.

Entenda o que é distúrbio alimentar e conheça as causas, sintomas e opções de tratamento dos distúrbios mais comuns. 

O que são distúrbios alimentares?

Os distúrbios alimentares são condições de saúde que envolvem uma preocupação extrema com a alimentação, o peso e a imagem corporal. Essas alterações no comportamento alimentar afetam diretamente a forma como o indivíduo se relaciona com a comida e, principalmente, como enxerga a si mesmo.

Essa preocupação excessiva acaba gerando hábitos alimentares prejudiciais, que comprometem severamente a saúde e o bem-estar. Por serem considerados também condições de saúde mental, os distúrbios alimentares impactam diversas esferas da vida, desde a integridade física e emocional até o convívio social e a qualidade de vida. 

O que pode causar um transtorno alimentar?

As possíveis causas dos distúrbios alimentares são complexas e multifatoriais. Isso porque, não é possível apontar somente uma única causa para o desenvolvimento dessas condições, mas diversos fatores contribuem para isso. Alguns dos principais fatores de risco são:

Fatores genéticos

Pessoas com histórico familiar de distúrbios alimentares possuem maior probabilidade de desenvolvê-las.

Fatores psicológicos

Alguns fatores psicológicos, como crises de baixa autoestima, ansiedade e depressão, podem desempenhar um papel importante no desenvolvimento de distúrbios alimentares.

Influências socioculturais

A pressão estética para se encaixar no padrão de beleza, atrelado a magreza, também costuma contribuir para o desenvolvimento de distúrbios alimentares, principalmente em adolescentes.

O uso frequente de redes sociais também pode impactar no desenvolvimento de transtornos alimentares. Conforme um estudo realizado pela Universidade Federal de Pelotas, indicou que um maior tempo de exposição às mídias sociais aumenta a insatisfação com o próprio corpo, principalmente, entre mulheres jovens. 

Experiências traumáticas

Os traumas passados, como abuso sexual, físico ou emocional, podem aumentar diretamente os riscos de desenvolver distúrbios alimentares. Isso porque, em alguns casos, essa é uma maneira que as pessoas encontram de lidar com o estresse emocional.

Dietas restritivas

A realização de dietas extremamente restritivas ou as mudanças drásticas nos hábitos alimentares, podem ser responsáveis por desencadear distúrbios em algumas pessoas.

Pressão social e familiar

Outra possível causa para o desenvolvimento dos distúrbios alimentares, é a pressão social e familiar em relação ao peso e à aparência.

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Quais são os tipos de distúrbios alimentares mais comuns?

Existem inúmeros tipos de distúrbios alimentares. Conheça mais sobre alguns dos mais comuns: 

Anorexia

A anorexia é uma condição caracterizada por uma preocupação extrema com a magreza. As pessoas anoréxicas, mesmo que estejam magras, se olham no espelho e tem a sensação de que estão acima do peso.

Nesse sentido, realizam uma restrição excessiva dos alimentos, o que pode ocasionar uma perda significativa de peso, causando impacto direto na saúde e bem-estar.

Sintomas da anorexia

Os principais sintomas de anorexia nervosa são:

  • Restrição alimentar;
  • Medo de ganhar peso;
  • Imagem corporal distorcida;
  • Perda de peso extrema;
  • Depressão;
  • Cansaço e fadiga constantes;
  • Desmaios;
  • Isolamento social; 
  • Em mulheres, pode provocar alterações no ciclo menstrual.

Diagnóstico e tratamento da anorexia

O diagnóstico da anorexia é realizado por profissionais de saúde especializados no assunto.  O médico é responsável por avaliar os sintomas e histórico médico do paciente. 

Visando restaurar o peso corporal saudável e melhorar a saúde física e psicológica, é necessário um tratamento multidisciplinar, que inclui terapia comportamental e terapia nutricional. Nos casos mais severos, é necessário incluir medicação. 

Bulimia

A bulimia é uma condição caracterizada por episódios de compulsão alimentar, seguidos por comportamentos compensatórios para eliminar o que foi consumido, como o uso excessivo de laxantes ou o vômito.

Sintomas da bulimia

Os sintomas mais comuns de bulimia são:

  • Comer em excesso seguido de sentimentos de culpa ou vergonha;
  • Vômitos ou uso de laxantes após comer;
  • Preocupação excessiva com o peso e a imagem corporal;
  • Desmaios e fraqueza;
  • Mudanças frequentes de peso.

Diagnóstico e tratamento da bulimia

Para diagnosticar a bulimia, é muito importante que o médico avalie os sintomas e conheça o histórico de saúde do paciente. 

O tratamento é essencial para que o paciente retome uma relação saudável com a comida. Inclui terapia comportamental, terapia nutricional e pode ser necessário, em alguns casos, que o paciente faça uso de medicação. 

Compulsão alimentar

A compulsão alimentar é um distúrbio em que as pessoas passam por episódios frequentes de ingestão excessiva de alimentos. No entanto, ao contrário da bulimia, após os episódios, não existem tentativas de eliminar o que foi consumido. 

Sintomas de compulsão alimentar

Dentre os principais sintomas da compulsão alimentar estão:

  • Comer rapidamente em abundância;
  • Comer escondido;
  • Dificuldade em parar de comer;
  • Comportamentos atípicos, como comer comida gelada e alimentos crus;
  • Sensação de falta de controle durante os episódios de compulsão;
  • Sentimentos de culpa e vergonha;
  • Descontentamento com o corpo.

Diagnóstico e tratamento de compulsão alimentar

Após frequentes crises de compulsão alimentar, o médico especialista pode analisar os sintomas e diagnosticar o paciente, indicando o tratamento mais adequado.

O tratamento de compulsão alimentar é essencial para ajudar o paciente a ter um relacionamento saudável com a comida, evitando episódios de perda de controle alimentar e sentimentos de culpa ao se alimentar. Para isso, o profissional pode indicar a realização de terapia para encontrar estratégias que visam lidar com a condição.

Ortorexia

A ortorexia é um distúrbio que se caracteriza pela obsessão por alimentos considerados saudáveis. Esse tipo de transtorno pode ser considerado uma questão de saúde quando leva a dietas extremamente restritivas e a exclusão de grupos alimentares inteiros. Por sua vez, ocasionando deficiência de vitaminas e nutrientes, sendo mais prejudicial do que benéfico para o organismo. 

Sintomas da ortorexia

Os sintomas que podem indicar um sinal de alerta sobre a ortorexia são:

  • Preocupação excessiva com a qualidade dos alimentos;
  • Sentimento de culpa ou vergonha ao comer algo que não é saudável;
  • Restrição alimentar extrema;
  • Exclusão de grupos alimentares, como açúcar, sal, carboidratos, etc;
  • Isolamento social em decorrência da rigidez alimentar.

Diagnóstico e tratamento da ortorexia

O diagnóstico da ortorexia pode ser realizado mediante a uma análise do comportamento do paciente. Para tratar a condição, o médico pode sugerir terapia comportamental, visando ajudar o paciente a encontrar um equilíbrio saudável em sua alimentação e a reduzir a ansiedade em relação aos alimentos.

Como identificar os distúrbios alimentares?

A identificação dos distúrbios alimentares pode ser muito desafiadora. Muitas pessoas tentam esconder seus sintomas de si e das outras pessoas. No entanto, algumas questões, como mudanças significativas no padrão alimentar, isolamento social, perda de peso rápida e preocupação excessiva com a imagem corporal podem ser sinais de alerta de que há algo de errado.

Por isso, é importante estar atento a esses sinais, para buscar ajuda profissional quando necessário.

As consequências dos distúrbios alimentares

Os distúrbios alimentares trazem consequências que afetam tanto a saúde física quanto mental das pessoas. Essas condições podem resultar em consequências graves, algumas delas são: 

  • Desnutrição;
  • Deficiências nutricionais;
  • Problemas cardiovasculares;
  • Distúrbios gastrointestinais;
  • Distúrbios hormonais;
  • Danos aos órgãos, como o coração e os rins;
  • Osteoporose;
  • Depressão e ansiedade;
  • Isolamento social.

Busque apoio especializado 

O passo mais importante é buscar auxílio especializado. Uma equipe multidisciplinar, composta por psiquiatra, psicólogo e nutricionista, fornecerá o suporte necessário.

No UMC, você conta com profissionais experientes e estrutura moderna e clínicas para um atendimento completo. Além disso, você também pode realizar todos os exames solicitados em um só lugar. 

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Referências:

BRASIL. Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Brasília, DF, [s.d.]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/

FARIAS, A. S.; REIS, S. G.; CARNEIRO, K. A. et al. A influência das mídias sociais no comportamento alimentar e no risco de transtornos alimentares em universitários de uma universidade em Pelotas-RS. RBONE – Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento, São Paulo, v. 18, n. 115, p. 1060-1070, 2024. Disponível em: https://www.rbone.com.br/index.php/rbone/article/view/2573

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO (SBAN). Portal SBAN. São Paulo, 2026. Disponível em: http://www.sban.org.br/index.aspx

Perguntas Frequentas sobre Distúrbio Alimentar

Quais são os sinais de alerta de um distúrbio alimentar?

Sinais como mudanças significativas no padrão alimentar, perda de peso rápida e extrema, preocupação excessiva com a imagem corporal e isolamento social podem servir como alerta.

Existe uma causa única para os distúrbios alimentares?

Não, os distúrbios alimentares possuem diferentes causas, incluindo fatores genéticos, psicológicos, sociais e traumáticos.

É possível recuperar-se completamente de um distúrbio alimentar?

Sim, é possível se recuperar com tratamento adequado e apoio contínuo com psiquiatra e Nutrólogo em Uberlândia

Quais são as consequências de longo prazo dos distúrbios alimentares?

As consequências incluem problemas de saúde física, como desnutrição, osteoporose e distúrbios cardiovasculares, bem como problemas psicológicos, como depressão e ansiedade.

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