5 sintomas de glaucoma: como confirmar o diagnóstico

O glaucoma é uma das principais causas de perda de visão no mundo, mas você sabia que pode ocorrer de maneira silenciosa, sem apresentar sintomas visíveis no início? Muitas pessoas só descobrem a doença após o comprometimento significativo da visão, o que torna a detecção precoce crucial e exige atenção contínua para evitar complicações graves como a cegueira. 

Entender o glaucoma e os sinais do aumento da pressão ocular é essencial para proteger a saúde dos seus olhos. Acompanhe e entenda melhor como o glaucoma afeta a visão, seus sintomas iniciais e como é feito o diagnóstico para evitar danos permanentes à sua visão.

O que é o glaucoma?

O glaucoma é uma condição ocular crônica e progressiva, frequentemente associada ao aumento da pressão intraocular. Quando essa pressão permanece elevada, pode danificar o nervo óptico, responsável por transmitir as imagens ao cérebro, resultando em perda de visão. Se não tratado, esse dano pode ser irreversível, levando à cegueira parcial ou total.

Existem dois tipos principais de glaucoma: o glaucoma primário, que ocorre sem uma causa específica identificada, e o glaucoma secundário, que é desencadeado por inflamações, traumas, uso de medicamentos ou outras doenças oculares.

Quais são os sintomas iniciais de glaucoma?

Na maioria dos casos, o glaucoma é assintomático nos estágios iniciais, especialmente o tipo de ângulo aberto, que é o tipo mais comum. Nesse caso, a drenagem do fluido ocular no olho é prejudicada de forma gradual, sem dor, o que dificulta a percepção do problema até que haja perda significativa da visão.

Em alguns casos, os seguintes sintomas podem aparecer:

  • visão embaçada ou turva;
  • dor ocular leve ou moderada;
  • halos coloridos ao redor das luzes;
  • dificuldade de enxergar em ambientes escuros;
  • perda gradual da visão periférica, que passa despercebida nos estágios iniciais.

No glaucoma de ângulo fechado, o ângulo de drenagem entre a íris e a córnea é muito estreito, o que pode causar um bloqueio repentino na drenagem do fluido ocular. Isso resulta em um aumento rápido da pressão intraocular, e os sintomas são mais agudos, exigindo atenção imediata. A crise de glaucoma pode incluir dor intensa no olho, náuseas, vômitos e visão severamente comprometida, configurando uma urgência médica que necessita de tratamento imediato.

Como confirmar o diagnóstico de glaucoma?

O diagnóstico de glaucoma é feito por um oftalmologista, com base em uma série de exames complementares. Entre os principais, estão:

  • tonometria: mede a pressão intraocular;
  • oftalmoscopia: avalia a estrutura do nervo óptico;
  • campimetria visual: analisa o campo visual e identifica áreas afetadas;
  • paquimetria: mede a espessura da córnea, que influencia na pressão ocular.

Como os sintomas de glaucoma ocular podem ser sutis ou ausentes no início, recomenda-se a realização de exames oftalmológicos periódicos, especialmente em pessoas com fatores de risco.

Quais são os fatores de risco do glaucoma?

Algumas condições aumentam as chances de desenvolver glaucoma, como:

  • idade acima de 40 anos;
  • histórico familiar da doença;
  • diabetes e hipertensão arterial;
  • pressão intraocular elevada;
  • miopia ou hipermetropia acentuadas;
  • traumas oculares anteriores;
  • pessoas negras.

Pessoas com esses fatores devem ter acompanhamento oftalmológico periódico.

Como tratar o glaucoma?

O tratamento do glaucoma tem como principal objetivo controlar a pressão intraocular e evitar a progressão do dano ao nervo óptico. As opções incluem:

  • uso contínuo de colírios para reduzir a pressão;
  • tratamentos a laser, indicados em alguns casos;
  • cirurgia convencional, quando os demais métodos não são eficazes.

O acompanhamento com oftalmologista é essencial, pois o glaucoma exige monitoramento ao longo da vida, mesmo após o início do tratamento.

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